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Curtas de Albergaria.

por alho_politicamente_incorreto, em 21.05.16

Já teve início a segunda edição do Programa de Incentivos à Criação do Próprio Emprego que, em 2015, permitiu a criação de 12 empresas e mais de 20 postos de trabalho. Trata-se de projeto da edilidade albergariense que até já mereceu um parecer positivo por parte da Associação Nacional de Municípios Portugueses, assente num regulamento de incentivos financeiros, precursor em Portugal, de forma a atrair ideias de negócio e pequenas empresas recém-criadas, visando o crescimento da economia local e a promoção das condições de empregabilidade. Os incentivos financeiros para constituição de empresas ou criação do próprio emprego podem atingir os 4 000 euros/ano.  Ressalve-se que as ideias de negócio ou empresas que vierem a beneficiar deste incentivo se comprometem a manter a sede em Albergaria durante três anos. Uma iniciativa que só pode recolher o aplauso geral.

 

 “Pedala pela Mobilidade Sustentável”. A Câmara Municipal de Albergaria irá envolver-se na 5.ª edição do European Cycling Challenge, no seguimento da candidatura da CIRA – Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.  Note-se que este evento aposta na promoção e no incentivo do uso da bicicleta como meio de transporte diário nas pequenas deslocações, premiando a nível europeu as regiões ou cidades “mais amigas da bicicleta”. Por isso, durante este mês de maio, pouco mais de 60 cidades de 15 países europeus participarão na iniciativa “Pedala pela Mobilidade Sustentável”, esforçando-se por granjear o estatuto de cidade ou região com maior consciência ambiental. Haja quem tenha pedalada.

 

Pela segunda vez, o SAC – Serviço de Aprendizagem Criativa do Município de Albergaria-a-Velha ousa aliar a promoção da leitura ao conhecimento das usos, costumes e tradições locais associadas à confeção do pão. Recorde-se que, em 2015, as crianças puderam, numa padaria, dominar a massa a partir da história “Maruxa”, de Eva Mejuto. Agora, o enfoque centra-se na moagem e na produção da farinha que serve para fazer o pão. O SAC está assim a dinamizar – com sessões que decorrem até 24 de maio em quatro núcleos integrados na Rota dos Moinhos de Albergaria - uma Hora do Conto assaz peculiar em vários moinhos do concelho, destinadas a quase 370 crianças dos jardins de infância da rede pública.   O objetivo que anima esta programação tão oportuna é aproveitar e otimizar os méritos da leitura em favor da divulgação do património e história locais. Complementarmente, cumpre-se a sensibilização das crianças para o valor dos moinhos bem como para o imperativo de os conservar. Dada a minha formação profissional e académica, só posso elogiar este cometimento educativo, assegurando o escrutínio indispensável que garanta a sua continuidade.

 

Trinta e cinco anos depois, voltou a festa em Honra do Divino Espírito Santo em Albergaria, uma das maiores manifestações populares do concelho em razão até de um culto que remonta a épocas bastante longínquas. Já na antiguidade, israelitas cultuavam o Espírito Santo nas festividades de Pentecostes. Esta festa foi instituída em Portugal pela Rainha Isabel no distante século XIII, com estes contornos gerais: era coroado um rei menino que distribuía alimentos e soltava presos políticos. Era como uma espécie de profecia: quando o Espírito Santo cair sobre todos, haverá um monarca bom e puro como um menino e a terra estará repleta de fartura e perdão. Fiquemo-nos pela mensagem e pelo programa ambicioso de um cartaz que animou a cidade nos dias 14 e 15 de maio. 

 

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A liberdade de escolha.

por alho_politicamente_incorreto, em 20.05.16

A propósito da liberdade de escolha e dos apoios aos colégios privados. O assunto, como se esperava, dividiu opiniões. O novo governo informou que os contratos de associação só se justificam se servirem para suprir as insuficiências da rede pública. Entende o executivo de António Costa que aqueles apoios estatais não podem servir para financiar o negócio da educação privada.

 

Alguns comentadeiros do reino, com audiência dominical, vieram logo criticar tão cristalina posição, asseverando que este ministro da Educação está a violar «expectativas e direitos adquiridos dos colégios.» Parece assim que alguns, nestes tempos de profundos constrangimentos orçamentais, terão por razoável pagar duas escolas para a mesma população escolar.

 

Não deixa de ser curioso que, em tão pouco tempo, se tenha visto tamanho vigor em defesa do ensino privado quando comparado com a omissão conivente e mansa dos mesmos indignados que consentiram a degradação do ensino público. Recorde-se que o Estado eliminou desde 2001, mais de sete mil estabelecimentos de ensino públicos, sobretudo no Pré-escolar e 1.º Ciclo, que perderam, em pouco mais de uma década, mais de metade das escolas, revelou o relatório Estado da Educação 2013. Aliás, o relatório, divulgado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), refere que o número de estabelecimentos de ensino públicos em funcionamento no ano letivo de 2001/2002 era de 13.753, tendo este valor baixado para os 6.729 em 2012-2013, o que representa uma redução de 7.024 escolas neste período.

 

Nessa altura, ninguém veio preocupar-se com «expectativas e direitos adquiridos» dos professores entretanto despedidos, das crianças e com a liberdade de escolha dos seus pais, cidadãos contribuintes providos dos mesmos direitos e garantias constitucionais. Desterrados para escolas a penosos quilómetros de distância, ainda hoje os petizes têm de se levantar de madrugada e chegam às suas aldeias já de noite em condições que estão muito longe de assegurar a necessária e merecida igualdade.

 

Partir do princípio de que «as escolas privadas são por natureza melhores que as públicas» perverte qualquer discussão e introduz ao assunto um contraproducente ruído que deriva de ostensivo preconceito partidário e ideológico. Na verdade, o que os últimos governos fizeram foi, com maior ou menor dissimulação, deixar de investir na Educação até que se degradasse a qualidade do serviço prestado, fazendo crer à populaça que a deterioração desse serviço se devia, afinal, ao facto de ser inviável. Cúmulo do cinismo foi inculcar no povo a inevitabilidade de reduzir o investimento na Escola Pública sob pena de «não haver dinheiro para ordenados, pensões e reformas».

 

Neste particular, vejo-me forçado a subscrever Daniel Oliveira quando conclui: «Acontece que cresceu, pelo país, uma autêntica indústria da caça ao subsídio. À medida que esta indústria foi crescendo aconteceu o que tende a acontecer em Portugal: através de influências indevidas nas Direções Regionais de Educação, nos principais partidos de poder e nas autarquias, empresas (e não só) foram construindo autênticos impérios, conseguindo abrir turmas subsidiadas mesmo onde havia oferta pública.»

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Soltas de Albergaria.

por alho_politicamente_incorreto, em 10.05.16

Destaque para a iniciativa da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Albergaria-a-Velha que por estas semanasassinalou o «Mês da Prevenção dos Maus-tratos na Infância». Decorreram significativas atividades de sensibilização alusivas à temática da violência sobre alguém sob sua dependência ou guarda. Por fim, ressalve-se que se tratou de uma organização assegurada em parceria com o Município de Albergaria-a-Velha, o Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, a Associação de Infância Dona Teresa e a AHMA – Associação Humanitária Mão Amiga. Marcante.

 

Os Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha comemoraram o seu 91º aniversário. A data ficou marcada pela organização das Jornadas Técnicas subordinadas ao tema «Prestação de Socorro na Presença de Crime, Um Novo Paradigma» bem como pela imposição de medalhas de Assiduidade nos graus Cobre, Prata e Ouro. A encerrar a programação ponderada para aquela impressiva data, ocorreu a deposição de uma coroa de flores no Monumento ao Bombeiro, seguido de desfile motorizado.

 

Faço este sublinhado porque o trabalho dos Bombeiros, lato sensu, começou por confinar-se à missão de apagar incêndios.Entretanto, com o devir dos tempos, teve lugar a ampliação das suas atribuições, que contribuiu para o aumento da sua responsabilidade e relevância entre as populações cada vez mais expostas a perigos e riscos vários. Em concreto, a evolução da sua ação para as áreas de controle de tragédias e resgates são exemplos de uma intervenção que só os dignifica e muito nos orgulha enquanto coletividade. Além de serem preciosos no combate aos incêndios, incumbência de suma importância, os Bombeiros estão hoje presentes em múltiplas e diferentes missões, que, grandes ou pequenas, são importantes para quem está em situação de emergência ou necessidade. E em Albergaria, a população só tem razões para se orgulhar da sua corporação de Bombeiros Voluntários.

 

A Associação Vencer Autismo organizou, no passado dia 20, pelas 18 horas, no CineTeatro Alba, a palestra “Autismo e o The Son-Rise Program®”. Especialmente vocacionada para estudantes, profissionais e pais de crianças com perturbação do espectro do autismo, a palestra abordou temas sobre o autismo em geral, tendo reservado particular atenção ao “The Son-Rise Program®”. Em complemento, cumpre salientar, pela sua nobreza, a missão da Associação Vencer Autismo: ajudar pais e crianças autistas, facultando informação, meios, apoio terapêutico e psicológico a todos quantos lidam com indivíduos que padecem de transtornos do espectro autista. Um exemplo inspirador para uma sociedade que se quer mais atenta e solidária.

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Do que podemos e devemos ser ainda.

por alho_politicamente_incorreto, em 09.05.16

A Constituição da República Portuguesa (CRP) comemora quatro décadas de existência. Partilho do entendimento do atual Presidente da República que, em cerimónia recente, asseverou: «Penso que não há, neste momento, prioridade à revisão constitucional. O país tem outros problemas muito mais urgentes.» A CRP subsiste, com maior ou menor vigor e apesar de todas as vicissitudes do nosso passado recente. Sem esquecer a sua dimensão normativa, não escondo a preocupação por verificar que, em demasiados domínios, ela estará perigosamente adormecida. Mas também não ignoro os diagnósticos de quem, por opção ideológica, entende que possa estar viva de mais.

 

Faço notar que esta matéria contende, muito nitidamente, com a nossa integração na União Europeia enquanto bloco político e económico um dia pensado para aumentar o crescimento económico e o bem-estar das suas populações. Por isso, ganha extraordinária acuidade a reflexão de Miguel Torga que, em 1933, confidenciava: «Ninguém me encomendou o sermão, mas precisava de desabafar publicamente. Não posso mais com tanta lição de economia, tanta megalomania, tão curta visão do que fomos, podemos e devemos ser ainda, e tanta subserviência às mãos de uma Europa sem valores.»

 

A iniciativa "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo”, lançada em outubro do ano passado, surtiu efeito. O Museu Nacional de Arte Antiga anunciou que angariou os 600 mil euros necessários para comprar o quadro “Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira. Uma boa notícia que celebra a nossa capacidade de mobilização quando confrontados com causas de inegável interesse coletivo. O feito reveste-se de maior importância por preservar a herança de Domingos Sequeira (1768-1837), cuja obra, datada das primeiras décadas do século XIX, se situa entre o Classicismo e o Romantismo, com um estilo análogo ao de Francisco de Goya, um dos três maiores mestres da pintura espanhola, juntamente com El Greco e Velazques.

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